domingo, 12 de junho de 2011

sábado, 11 de junho de 2011

PALLADIO, Andrea - Arquitecto - Villas, Vicenza, Itália

Andrea di Pietro della Gondola, vulgo Palladio (Pádua, 30 de novembro de 1508 — Vicenza, 19 de agosto de 1580) foi um grande arquitecto italiano.

Andrea nasceu em Pádua, então parte da República de Veneza, na Itália. Sobre sua vida pessoal pouco é conhecido. Iniciou sua carreira como cortador de pedra, tendo estudado no atelier do escultor Bartolomeo Cavazza da Sossano. Em 1524 mudou-se para Vicenza, sendo admitido na oficina Pedemuro de cantaria e construção. Quando estava com cerca de trinta anos e já trabalhava como construtor seu talento chamou a atenção do conde Gian Giorgio Trissino, um afamado humanista, que se tornou seu mentor e deu-lhe o apelido de Palladio, a partir de um personagem de seu poema épico A Itália liberta dos Godos, e providenciou para que ele recebesse uma educação humanista esmerada com uma ênfase na arquitetura. A partir de então Palladio entrou em contato com o pensamento de arquitetos canônicos como Vitrúvio e Alberti, e de tratadistas contemporâneos como Sebastiano Serlio, e viajou várias vezes para Roma a fim de realizar desenhos e medições exatas das ruínas antigas, desvendando seu sistema de proporções. Seus estudos resultaram nos livros L'Antichità di Roma, publicado em 1554, na verdade mais um guia turístico como muitos que circulavam na época, descrevendo os monumentos antigos mais importantes, mas já abordando os temas principais de seu interesse, e Descrizione delle chiese in la Cità di Roma, do mesmo ano, cujo caráter era acima de tudo o de um roteiro piedoso pelas igrejas da cidade, mas tratando também da técnica de construção. Com esse livros em seu crédito, Palladio ergueu-se na cena como uma autoridade. Sua consagração definitiva veio logo em seguida, quando em 1556 o celebrado humanista Daniele Barbaro, que havia se tornado seu novo patrono depois da morte de Trissino, publicou uma edição da obra de Vitrúvio que superou todas as que então existiam, traduzida para o vernáculo e acrescida de extensos comentários eruditos, ilustrado com reconstruções de prédios desaparecidos da Antiguidade feitas pelo próprio Palladio, e elogiando seu protegido por sua vivacidade mental e sua habilidade de entender os mais belos e sutis princípios da antiga arquitetura. Tornou-se então uma figura notória, obtendo o favor de importantes aristocratas e tornando-se amigo de intelectuais, chegando a se tornar membro da prestigiosa e exclusivista Academia de Florença. Em 1570, com uma carreira já consolidada e grande prestígio, publicou uma obra que se tornaria fundamental na história da arquitetura moderna, I Quattro Libri dell'Architettura, em quatro volumes e fartamente ilustrado, onde discutia seu próprio trabalho bem como o resultado de suas pesquisas sobre a arquitetura clássica. Abordava as ordens arquitetônicas, a edificação doméstica e pública, o urbanismo e a construção sacra, e considerava o modelo antigo indispensável para a formação de uma verdadeira civilização, mas não obstava a criação original a partir dele. Disse que "não é vedado ao arquiteto afastar-se algumas vezes do uso comum, pois tais variações são graciosas, e se baseiam na natureza". As ruínas antigas então visíveis eram principalmente prédios públicos, pouco se sabia da habitação romana, e com isso ele ofereceu seus próprios projetos como exemplos idealizados, estabelecendo com eles o mais coerente sistema de proporções edilícias do Renascimento.Além de apresentar suas idéias de uma forma inovadoramente sucinta e objetiva, o livro introduziu um novo sistema de ilustração arquitetônica com vistas múltiplas e detalhes em separado a fim de fornecer a maior quantidade possível de informações exatas. I Quattro Libri dell’Architettura desde então se tornou canônico, sendo, com a exceção da obra vitruviana, o mais influente tratado de arquitetura de todos os tempos


Cidade de Vicenza e Villas de Palladio no Véneto - Patrimônio Mundial Unesco
Sua obra está toda na região do Vêneto, com um bom número de prédios na cidade de Vicenza e alguns em Veneza, e muitos outros espalhados pelo interior.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Villas_de_Pal%C3%A1dio_no_V%C3%AAneto


VILLA CAPRA "LA ROTONDA", Vicenza



VILLA ANGARANO, Bassano del Grappa, Vicenza
http://pt.wikipedia.org/wiki/Villas_de_Pal%C3%A1dio_no_V%C3%AAneto

Segundo Tavernor a arquitetura de Palladio é uma síntese entre os altos vôos do idealismo social de seu tempo com uma preocupação de atender às necessidades práticas de habitabilidade como a base de um bom projeto, aliando funcionalidade, conforto e estabilidade com a beleza e um simbolismo significativo. Nisso ele era um claro continuador de Vitrúvio, que recomendava ao arquiteto obter de um edifício firmitas, utilitas e venustas (solidez, utilidade e beleza).

Tendo como base a espessura das paredes ele determinava todas as dimensões da casa usando proporções derivadas de consonâncias musicais, e dispunha os aposentos de acordo com coordenadas modulares. As mesmas preocupações de integração total entre espaços, funções e estética norteavam suas idéias urbanísticas, e dizia que "a cidade não seja mais do que uma grande casa, e que a casa seja uma pequena cidade". Palladio organizava a planta de modo a associar organicamente ao corpo principal da casa outras dependências para armazenagem de equipamentos e da produção agrícola, formulando um modelo geral que se tornou sua marca registrada, onde, usando um número de elementos formais relativamente limitado, conseguia criar soluções elegantes e de enorme variedade, e empregando materiais econômicos.

A villa palladiana é inovadora porque, segundo Pevsner,
"pela primeira vez na arquitetura ocidental paisagem e arquitetura foram concebidas como pertencendo uma à outra. Aqui pela primeira vez os principais eixos das casas se prolongam para dentro da natureza, ou, alternativamente, o espectador contempla a casa como o coroamento da vista paisagística".

BASSANO DEL GRAPPA - Ponte Vecchio
Vicenza



http://pt.wikipedia.org/wiki/Andrea_Palladio

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Perto de Paris - Chantilly - Post 1 para a Jeny

O Castelo de Chantilly (em francês: Château de Chantilly) é um palácio localizado em Chantilly, Oise, no Norte da França, no vale do rio Nonette, afluente do rio Oise.
Monumento histórico ligado à personagem de François Vatel (1631-1671), que aqui teria criado a receita culinária do creme de chantilly, compreende dois edifícios principais: o Grand Château e o Petit Château. Mais tarde, em 1781, a seu respeito, Louis-Sébastien Mercier refererirá:
"Nunca encontrei nada comparável a Chantilly nos arredores da capital. (...) Trinta viagens neste lugar encantado não diminuiram a minha admiração. É o melhor casamento feito entre a arte e a natureza".
O palácio ocupa o lugar de um castelo medieval. As grandes cavalariças, construidas entre 1719 e 1740, são uma obra prima do arquitecto Jean Aubert e abrigam, actualmente, o Musée vivant du cheval (Museu vivo do cavalo). Os jardins são uma das mais notáveis criações de André Le Nôtre.
À excepção do Petit Château, construído por volta de 1560 por Jean Bullant para Anne de Montmorency, o palácio foi destruído durante a Revolução Francesa e reconstruido na década de 1870, segundo planos do arquitecto Honoré Daumet, para o último filho do Rei Luís Filipe I, Henrique de Orleães, Duque d'Aumale (1822-1897), herdeiro do domínio de Chantilly, que aqui instalou as suas colecções de pintura, desenhos e livros antigos. Este proprietário viria a legar o conjunto ao Instituto de França, sob o nome de Museu Condé. No Petit Château, uma biblioteca abriga cerca quinhentos manuscritos e doze mil volumes, incluindo um exemplar da Bíblia de Gutenberg.
A cidade de Chantilly desenvolveu-se para Oeste do palácio durante e depois da Revolução Francesa.
Durante a Primeira Guerra Mundial, as dependências do castelo foram utilizadas como quartel, tendo abrigado diversas conferências entre os Aliados. Actualmente é propriedade do Instituto de França.
O jardim de Le Nôtre
Chantilly foi a criação preferida de André Le Nôtre. Segundo o seu hábito, este estruturou o parque em volta de dois eixos perpendiculares. O primeiro, Norte-Sul, no eixo do majestoso terraço edificado por Anne de Montmorency, e perpendicular às curvas de nível e evidenciando a ondulação do lugar. O segundo, Este-Oeste, é ocupado pelo grande canal ao longo do vale.
Entre o terraço e o grande canal, a Norte do palácio, Le Nôtre arranjou parterres à francesa. Estes parterres foram decorados com tanques e ornamentados com vasos e estátuas de pedra, datando a maior parte do século XIX e representando personagens ilustres ligadas ao rico passado do domínio. os parterres tinham, originalmente, uma forma trapezoidal, o que os fazia parecer mais vastos contrapondo a perspectiva. Este efeito, de um muito grande refinamento, foi suprimido pelas reconstruções do século XIX, que lhe deram uma forma de rectângulos perfeitos. as cercaduras vegetais eram sumptuosas: subsistem testemunhos no jardim do Aviário (junto ao palácio, lado Oeste), assim como no jardim da Maison de Sylvie (1671).
Os parterres de Le Nôtre estão, actualmente, enquadrados por dois jardins paisagísticos que não existiam no tempo do seu criador. O que se encontra a leste data do século XVIII e é tratado como uma aldeola rústica. O de Oeste tem um tratamento à inglesa e remonta à primeira metade do século XIX.
Do outro lado do grande canal, o anfiteatro do Vertugadin, prolongado por uma alameda florestal, continua o eixo dos parterres através da floresta.
A grade de honra encontra-se situada em contraposição ao palácio e, sobretudo, ao terraço. Chegando ao palácio, esta mascara a perspectiva, que se descobre num relance quando o visitante lá chega: o efeito é arrebatador.





De carro
Chantilly está a menos de uma hora de Paris (42 minutes).

Autoroute du Nord (A1) – Autoestrada do Norte
- de Paris : saída Chantilly
GPS:
Latitude: N49°11.670
Longitude: E002°28.930

Perto de Paris - Vaux-le-Vicomte - Post 2 para a Jeny

O Castelo de Vaux-le-Vicomte (ou Palácio de Vaux-le-Vicomte - Château de Vaux-le-Vicomte na sua verdadeira designação em francês) é um palácio setecentista francês, construído em estilo Barroco entre 1658 e 1661. Fica situado na comuna de Maincy, departamento de Seine-et-Marne, 50 km. a Sudeste de Paris, próximo de Melun.
Este castelo foi construído pelo Superintendente das Finanças de Luís XIV, Nicolas Fouquet. Este último apelou aos melhores artistas da época para construir o seu palácio: o arquitecto Louis Le Vau, o pintor Charles Le Brun e o paisagista André Le Nôtre. O talento desta equipa serviria a Luís XIV para a constução do seu Château de Versailles depois da prisão de Fouquet.
O palácio é, actualmente, a maior propriedade privada com o título de Monument historique (Monumento Histórico) na França, obra-prima da arte francesa do século XVII.

Os jardins situados a Sul do palácio são notáveis pelas suas dimensões e pelo seu estilo. As árvores aparadas, os tanques, as estátuas e as alamedas bem adornadas formam um jardim à francesa. Para desenhá-lo, o seu autor, Le Nôtre, utiliza os efeitos de óptica e as leis da perspectiva. O encarnado dos bordados e dos parterres é obtido com tijolos esmagados.
A chegada ao palácio faz-se por um alinhamento bilateral de 257 plátanos. As duas linhas de árvores estão muito próximas da calçada, ficando afastadas desta apenas seis metros. Com a grossura dos troncos das árvores, provoca um efeito de túnel impressionante. Este alinhamento tem um comprimento de 1400 metros; está classificado como Monumento Histórico.
O jardim compõe-se de três partes:
• a primeira compreende um pátio e um ante-pátio;
• a segunda parte do palácio e termina nos pequenos canais;
• a terceira parte é constituida por tudo o que está para além dos pequenos canais.
O jardim é marcado por "uma perspectiva retardada": os elementos, quanto mais afastados do palácio, mais longos ou altos são. Assim, o parterre de bordado é três vezes menor que o parterre de relvado situada na extremidade do jardim. Do mesmo modo, a bacia quadrada é oito vezes maior que as bacias redondas. As esculturas que ficam próximo do palácio são três vezes menos elevadas que os termos das grutas. Este método, que permite esmagar a perspectiva, tornando o jardim mais o pequeno do que é realmente, já era utilizado em França desde a década de 1630, mas Le Nôtre amplificou-o.
http://www.vaux-le-vicomte.com/visite_infos_pratiques_horaires_plan.php

De carro
O castelo se encontra a 55 km de Paris.
Vindo de Paris, pegue a autoestrada A4 ou A6, depois siga em direção de Troyes pela A5.
A saída da autoestrada mais próxima do castelo é na A5 - Saint Germain Laxis.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

ESPANHA - Post para Paula


MADRID





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SAGRADA FAMÍLIA


PARQUE GUELL - Antoni Gaudi


PARQUE GUELL - Antoni Gaudi
PARQUE GUELL